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Polícia Federal Brasileira prende acusado de exploração sexual na internet

Computadores em estagio de perícia, sites vistoriados, cybers fechados, e uma prisão: esse é o saldo da operação da Policia Federal em Imperatriz para desarticular a pedofilia que vinha sendo praticada via rede mundial de computadores-internet.

O trabalho teve inicio ainda no ano passado, após denúncia de um Pai, que viu a foto de sua filha (menor de idade) nua publicada (site www.tuasfotos.hpgvip.ig.com.br), já removido.

A primeira iniciativa tomada foi questionar, na Justiça, o provedor IG Empresa Internet Group do Brasil Ltda, com sede em São Paulo.

O Promotor titular da vara da Infância e Juventude Eduardo Borges Oliveira teve sua denúncia acolhida, no que a Justiça imputou multa diária ao provedor, enquanto o site não fosse retirado do ar, e pelo não fornecimento dos dados e identificação dos envolvidos.

Cumprindo a determinação Judicial, a IG Empresa Internet Group do Brasil Ltda forneceu os dados no dia 18 de Fevereiro ultimo.

Com os dados e identificações, a promotoria representou na Justiça Federal, e esta determinou a prisão de Roberto Ramos Brito, 19, no que foi fielmente cumprida pela Policia Federal na noite de Sábado dia 19.

APREENSÃO DE COMPUTADORES

nesta 2ª feira, 21, a Policia Federal deu continuidade à operação, apreendendo computadores em dois cybers da rua Ceará. No primeiro, o cyber fóx (Ceará com 13 de maio), foram apreendidas 9 maquinas, e no segundo, o Click Ma (Ceará com Dorgival) foram apreendidos 17 computadores.

Na perícia quem vem sendo realizda, um outro crime já está constatado: o de pirataria; estavam sendo utilizados software sem a devida licença.

Roberto Ramos Brito utilizava o pseudônimo de Tipocat, e chegava a desafiar as autoridades dizendo que jamais sería pego. Quando da prisão, chegou a achar graça, no que foi recliminado pela Mãe que o aconselhou a não utilizar as fotos.

EXPOSIÇÃO E CONSTRANGIMENTO

Na página criada na rede, o crime contra as adolescentes e mulheres maiores de idade, evoluía da exposição do corpo para a afronta moral: nome das adolescentes, de escolas com o turno e a série freqüentada, era uma prática comum. Se não bastasse, se publicava, também, nomes de mães e até, endereço de empresas de propriedade das famílias.

Desde novembro do ano passado, que a Polícia Federal tinha conhecimento de que o site pornográfico a cada dia, colocava na rede novas fotos. Ali, um mural estimulava o envio de fotos, por parte de quem as tivesse, chegando até a propor o desafio da inclusão de fotos de estudantes, cujas escolas ainda não constassem da página. Valia tudo: escolas públicas e particulares. O que se viu, foi a participação de gente inescrupulosa, apoiada na invisibilidade da rede que a Internet proporciona.

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Título Polícia Federal Brasileira prende acusado de exploração sexual na internet
Data 07/04/2005
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Fonte O progresso
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