Vinte e três crianças que tiveram contato com integrantes de uma rede de pedofilia de Catanduva, a 385 km de São Paulo, serão enviadas nos próximos dias para tratamento com psicólogos e assistentes sociais, assim como seus pais e responsáveis. A informação foi dada nesta quinta-feira (19) pela juíza Sueli Juarez Alonso, da Vara da Infância e da Juventude. “A estimativa é de que pelo menos 47 crianças tenham sido abusadas.”
Essa quadrilha de pedófilos, além de filmar, fotografar e molestar as crianças, teria obrigado as vítimas a usarem drogas - há relatos de um menino de 7 anos que cheirou cocaína antes de ser submetido a sessões de abuso. As imagens serviriam para alimentar uma rede de pornografia infantil. Nesta quinta-feira, a Polícia Civil fez diligências numa lan house onde as próprias crianças acessariam as imagens de colegas nuas e apreendeu 15 máquinas e cinco mil CDs, além de capas com imagens de pedofilia.
Um segundo inquérito policial sobre o caso foi aberto na terça-feira (17) por determinação da Justiça para apurar a participação de personalidades locais - incluindo um empresário, o filho de um médico e um comerciante. O segundo inquérito foi aberto porque no primeiro a polícia teria omitido a participação dessas pessoas, apesar das denúncias de pais e crianças. O caso será apurado pela Corregedoria da Polícia Civil. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.