Um dia para muita reflexão

18/05/2010
Fonte: 
http://www.gazetadigital.com.br/materias.php?codigo=258450&codcaderno=10&GED=6747&GEDDATA=2010-05-19&UGID=0e4a443a59ae85fda9937fe466c88693
Autor: 
Editoria | Gazeta Digital
Veículo de Imprensa: 
Veículo Nacional



Metade das denúncias de violação dos Direitos Humanos na internet são sobre páginas que exibem pornografia infantil. O dado é da organização não governamental Safernet Brasil, que mantém um Cadastro Nacional de Denúncias de Violação dos Direitos Humanos na internet e foi anunciado ontem, em Brasília, em evento que celebrou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Segundo a ONG, em 2009, das 133,6 mil denúncias recebidas pelo Cadastro, 70 mil apontavam sites que mantinham imagens de crianças e adolescentes fazendo sexo ou outras cenas obscenas envolvendo menores.

Os números são alarmantes em todo o Brasil. Em Mato Grosso três crianças e adolescentes são vítimas de abuso ou exploração sexual, diariamente, segundo dados dos Centros de Referência Especializados de Assistência Social (Creas) em 30 municípios. Em 2009, 1.083 menores sofreram este tipo de violência, sendo 879 de abuso. A maioria (83%) é de meninas com idade entre 7 e 14 anos.

Como sempre, a maioria dos crimes de violência sexual é cometida dentro das famílias. São casos de abuso pelo próprio pai, avô, padrasto, irmão ou namorado da mãe ou avó. E, em quase todos, as mães têm conhecimento das agressões sofridas pelos filhos.

Todos os dias o noticiário policial traz matérias relacionadas ao abuso de crianças e adolescentes. A situação chegou a tal ponto que o governo federal está lançando um prêmio para aquelas ações que mais contribuírem para o combate a esse crime. Uma espécie de incentivo para que haja maior engajamento da população de um modo geral. Não deixa de ser positivo, pois sem esse engajamento será muito difícil combater a prostituição infantil, bem como o abuso sexual de crianças e adolescentes que, como já foi ressaltado, em sua maioria, ocorre dentro dos lares, com participação de familiares.

Ontem, Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, a participação nas mais diferentes regiões do país foi exemplar. É preciso que isso seja constante e não se resuma apenas a um dia, quando há uma programação prévia. O engajamento deve ser diário, intenso.