Fonte:
http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI2072457-EI10651,00.html
Oito procuradores do Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP) analisam cerca de 300 investigações iniciadas sobre distribuição de pornografia infanto-juvenil, pedofilia, racismo e crimes de ódio contra minorias na Internet.
Para o procurador Sérgio Suiama, integrante do grupo, o trabalho mostra que a Internet, ao contrário do que muitos imaginam, não é "terra de ninguém". A declaração foi dada durante o Fórum de Governança da Internet, que começou segunda-feira se encerra nesta quinta-feira, no Rio de Janeiro.
"As pessoas acreditam que na Internet podem fazer tudo, mas o nosso trabalho, assim como o de outros grupos, está aí para mostrar o contrário. Quando a denúncia chega e tem procedência, vamos até as últimas conseqüências", diz o procurador.
Suiama lembra que das cerca de 300 investigações em andamento, mais da metade está relacionada à distribuição de pornografia infantil e pedofilia na Internet. Segundo ele, 20 casos relacionados à pedofilia se transformaram em ações penais, além de três casos em que foi confirmado o abuso físico, com os autores identificados.
Apesar dos avanços, o procurador diz que ainda falta formação, capacitação e recursos para o combate ao crime cibernético.
A mesma opinião é compartilhada por Pedro Pontual, membro da Secretaria Especial de Direitos Humanos da presidência da República. Porém, ele diz que a situação está mudando.
"Estamos capacitando médicos para que eles saibam lidar com o problema, para que a investigação possa ser mais efetiva. Eles estão sendo preparados para lidar com esses tipos de caso e comunicar às autoridades quando for constatado abuso sexual contra crianças e adolescentes."
Os casos de racismo e ódio também são preocupantes, de acordo com Suiama. "A grande maioria deles está dentro dos sites de relacionamento. Tivemos sérios problemas para obter informações sobre os responsáveis por essas páginas, mas depois de um acordo, a situação está um pouco melhor", diz.