Senado detém suposto lobista do Google Brasil na CPI da Pedofilia

26/06/2008
Fonte: 
http://idgnow.uol.com.br/internet/2008/06/26/senado-prende-suposto-lobista-do-google-brasil-na-cpi-da-pedofilia/
Autor: 
Guilherme Felitti, editor-assistente do IDG Now!, e Lygia de Luca, repórter do IDG Now!
Veículo de Imprensa: 
IDG NOW!

São Paulo - Executivo de consultoria contratada pelo Google Brasil é preso ao acessar documentos restritos a membro da CPI da Pedofilia.

A Polícia do Senado Federal (Seseg) deteve nesta quinta-feira (26/06) um executivo que teve acesso indevido a documentos da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia e assumiu trabalhar para uma consultoria contratada pelo Google Brasil.

Identificado como diretor de Informação e Monitoramento Legislativo da ArkoAdvice no site da consultoria, Rildson Moura afirmou, ao ser preso, que era jornalista e gravaria todas as atividades da CPI para enviar à direção do Google em São Paulo, segundo informações da Agência Senado e de fontes próximas ao caso ouvidas pelo IDG Now!.

Moura freqüentava o Congresso Nacional com um crachá da Câmara vencido desde junho de 2005 e foi surpreendido pelo circuito interno de segurança mexendo, antes do início da sessão oficial da CPI da Pedofilia, em documentos restritos a senadores e técnicos que compõem oficialmente o grupo de trabalho da comissão.

Os documentos continham informações sigilosas como perfis de usuários da rede social Orkut que deveriam ter seus sigilos quebrados por suspeitas de conteúdos criminosos e requerimento de convocação para que o presidente do Google Brasil, Alexandre Hohagen, deponha novamente na CPI.

Os documentos continham ainda informações pessoais sobre crianças que foram vítimas de abusos sexuais cujo contato inicial foi feito pelo Orkut e que serão ouvidas pela comissão em sessões secretas para preservar a identidade das vítimas e seus familiares.

O Google, por meio de sua assessoria de comunicação, admitiu ter contratado a consultoria ArkoAdvice Segundo a assessoria, como o serviço é terceirizado, a empresa não tem controle sobre a ações de seus funcionários.
*Com informações da Agência Senado