Saiba como proteger as crianças que navegam na internet

02/03/2009
Fonte: 
http://www.aquidauananews.com/index.php?action=news_view&news_id=142256
Autor: 
Aquidauana News
Veículo de Imprensa: 
Veículo Nacional

As crianças estão se arriscando na internet. Dão confiança a estranhos, dizem coisas que não deveriam e até marcam encontro às escuras.

O tema inspirou o Dia da Internet Segura, no dia 10, realizado com a intenção de envolver as empresas de internet, como Google e Yahoo!, em estratégias de prevenção.

A seguir, dicas para orientar as crianças e evitar os perigos comuns.

Pesquisas realizadas pela organização Safernet, especializada no uso seguro da internet, mostram que as crianças ainda não têm uma noção clara do que deve ser evitado. Para piorar, os pais muitas vezes não sabem orientá-las.

Quase 90% dos jovens internautas afirmam que os pais não impõem limites para a navegação e 28% dizem já ter se encontrado pessoalmente com alguém que conheceram na rede.

Segundo Rodrigo Nejm, da Safernet, as crianças estão vivendo num mundo que inclui a realidade virtual sem que estejam sendo educadas para viver nele. Tem-se a ilusão de que tudo o que acontece no computador é atividade privada, mas a internet é o ambiente mais público que existe.

“Ao publicar dados pessoais na internet, a criança e o adolescente estão expondo sua intimidade a milhões de estranhos”, afirma Nejm.

O ambiente é virtual, mas os perigos são reais. Um dos mais temidos são os pedófilos, que enganam facilmente crianças desatentas fazendo-se passar por outra criança com os mesmos interesses.

Eles vasculham as páginas pessoais em busca de fotos, dados sobre os locais que a vítima frequenta e dicas de assuntos para puxar conversa.

Assim, ganham a confiança da vítima e armam o bote. O melhor jeito de evitar esse tipo de assédio, dizem os especialistas, é saber o que os filhos fazem na rede e, amigavelmente, mostrar quais atitudes são arriscadas.

Segundo a Safernet, uma criança bem orientada pelos pais normalmente pede socorro e consegue se livrar do inimigo. Foi o que salvou o estudante Eduardo Urtado, de 14 anos.

Ele foi vítima de um potencial agressor, mas soube se safar, seguindo a orientação que recebeu em casa.

Eduardo estava num jogo on-line de perguntas e foi abordado por um visitante, que queria saber mais sobre o jogo. O colega parecia simpático, e Eduardo aceitou-o no MSN. Mas logo se surpreendeu com a mudança de assunto.

O interlocutor quis saber quem Eduardo era, onde morava, quantos anos tinha. Ao perceber a cilada, ele interrompeu a conversa, despediu-se educadamente, bloqueou o contato no MSN e ainda avisou a central do jogo sobre o acontecido.

Algumas regras em casa também aumentam a segurança. As filhas de Ana Cristina Reinbold podem usar a tecnologia para falar com as amigas, mas com limites. Internet para o lazer só no fim de semana.

E cada uma com a atividade adequada para a idade. Giovana, de 7 anos, brinca em sites de bonecas virtuais e desenhos animados.

Fabiana, de 9, gosta de jogos on-line e ainda não tem MSN, porque as amigas também não têm. Juliana, de 12, acessa o MSN e o Orkut, em que só pode adicionar gente conhecida, e o notebook que ganhou do avô não passa da porta de casa. Ana Cristina acha que não está na hora de soltar as rédeas.

“Confiança é uma via de mão dupla. Não fico bisbilhotando. Mas, se eu perguntar, elas têm de responder”.