Proposta do Google para combate a crimes na internet é considerada insatisfatória

23/05/2006
Fonte: 
http://oglobo.globo.com/online/tecnologia/plantao/2006/05/23/247394228.asp
Autor: 
Da Redação
Veículo de Imprensa: 
O Globo

BRASÍLIA - A Comissão de Direitos Humanos da Câmara promoveu nesta terça-feira uma reunião com parlamentares, representantes do Google, do Executivo, da Polícia Federal, de universidades e Ongs para discutir uma forma de combater os crimes praticados com o auxílio da internet. No encontro, foi esboçado um acordo de cooperação, mas a proposta do Google foi considerada insatisfatória.

Apesar disso, o presidente da comissão, o deputado Luiz Eduardo Greenhalgh (PT-SP), sugeriu a elaboração de duas propostas, uma por parte da empresa e outra por parte do grupo de profissionais brasileiros que participou da reunião. Daqui a 15 dias, o grupo voltará a se reunir com a empresa para a negociação dos pontos propostos por ambas as partes.

- Avançamos muito no sentido de um acordo. A reunião também foi muito importante porque os advogados da empresa tiveram contato com o tamanho do problema. Após tomarem conhecimento das denúncias apresentadas, eles ficaram surpresos e sensibilizados com a necessidade de cooperação para coibir a prática de crimes - disse Greenhalgh.

O representante da Safernet, Ong que recebe denúncias de crimes praticados com a utilização da rede mundial de computadores, Thiago Nunes de Oliveira, apresentou um balanço das denúncias recebidas pela organização.

A Safernet recebe uma média de 600 denúncias diárias de sites com conteúdos criminosos. Segundo o relatório, 51% das denúncias se referem a pedofilia e pornografia infantil. O relatório também diz que 49% das denúncias falam de incentivo a crimes de ódio. Já a Polícia Federal informou que duas facções criminosas do Rio e de São Paulo usavam o site de relacionamentos Orkut para comercialização de drogas e armas.

- Esses criminosos acabam fugindo do alcance da Justiça devido ao sigilo mantido pelos provedores - disse o delegado da Polícia Federal Cristiano Barbosa Sampaio.