Cerca de 200 educadores de escolas públicas e privadas da capital participaram da oficina sobre segurança na internet, promovida pelo Ministério Público Federal e a ONG SaferNet Brasil, durante esta semana.
Segundo a professora Lea Freitas, da Escola Municipal Anaide Beiriz, não adianta proibir o uso do computador e da internet pela criança, mas é preciso acompanhar o aluno, ter diálogo com a família do aluno. O que mais chamou a atenção de Lea Freitas na oficina foi o fato de saber que os pedófilos utilizam os desenhos e jogos infantis para abordarem as crianças. “A oficina foi muito importante porque vamos ter um outro olhar dentro da escola e levaremos esse tema para sala de aula. O objetivo é trabalhar com os alunos o lado positivo e o negativo da internet”.
Para o professor do Lyceu Paraibano, Agostinho Andrade Santana, o que chamou atenção na oficina foi o fato de que na rotina da escola, o educador não se dá conta de que o jovem está envolvido em outras linguagens e situações como a navegação na internet. “A gente passa a investir tambem nessa preocupação, porque mesmo que o jovem não faça uso permanente da internet na escola, ele se conecta à internet na vida cotidiana”, relatou o professor.
Já a professora Marluce de Sousa Lopes, que leciona na Escola Estadual São Rafael, afirmou que vai mudar o seu planejamento para incluir o que aprendeu na oficina. “Como educadora não tinha conhecimento dos blogs, dos filmes pornográficos que estão ao alcance das crianças. Estou com a visão mais aberta agora para trabalhar cada tema que os alunos trouxerem para a sala de aula”, declarou.