Nesta quinta-feira (27), a Polícia Federal (PF), a Secretaria Especial dos Direitos Humanos e a organização não-governamental SaferNet anunciaram o lançamento da primeira central unificada de denúncias de crimes virtuais contra os direitos humanos do país.
Assinado no 3º Congresso Mundial de Enfrentamento à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes, no Rio de Janeiro, o acordo permite que queixas de delitos cibernéticos recebidos pelo Disque 100, do Governo Federal, sejam centralizadas, processadas e monitoradas.
Segundo a Agência Estado, a Safernet recebe diariamente 2,5 mil queixas de pedofilia, racismo, homofobia, intolerância religiosa, entre outros crimes na internet. Desse total, 63% correspondem a abusos contra crianças e adolescentes. Agora, a Polícia Federal terá um acesso imediato ao banco de dados para apurar as denúncias.
Para a delegada Leila Vidal, chefe da Divisão de Direitos Humanos da PF, "hoje as informações são muito poluídas e exigem muita demanda. O filtro vai racionalizar os recursos humanos. Nesse canal, o trabalho não será repetido. A central vai permitir agilizar o trabalho e descentralizar os casos pelo país para dar início às investigações".
Thiago Tavares, presidente da ONG, informou que a central diminuirá o tempo de permanência das páginas na internet. "A polícia terá a capacidade de acompanhar desde a denúncia à remoção do conteúdo impróprio no provedor", disse.