Uma pesquisa realizada pela Organização Não-Governamental (ONG) SaferNet, a fim de identificar as vítimas de pedofilia e pornografia infantil, motivou o discurso do deputado Cleiton Collins (PSC). A ONG, que é responsável pela Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos e opera em parceria com o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF), ouviu 1,4 mil crianças, jovens e pais de todo o País. O estudo foi divulgado pelo MPF, no dia 9 de outubro, e revelou que 53% das crianças e adolescentes já tiveram contato com conteúdo agressivo e impróprio na Internet. "Existem muitos pais que não acompanham os filhos na hora em que eles acessam a rede mundial", alertou. O parlamentar repercutiu o Projeto de Lei n0 718/2008, de sua autoria, que defende o bloqueio de sites de relacionamento nos computadores da rede estadual de ensino. "Sem limites, a Internet se torna perigosa. As crianças ficam vulneráveis à ação de criminosos", observou, acrescentando que espera o apoio dos demais deputados para aprovar a matéria. "Serão 950 mil alunos protegidos de pedófilos. Esse é um benefício que a Casa pode dar às crianças", justificou. De acordo com Collins, a pesquisa revelou que 64% dos jovens navegam pela web no próprio quarto, ou seja, os pais não adotam uma das dicas de segurança que orienta manter o computador em uma área comum da casa. Também foi constatado que 87% dos adolescentes afirmam não ter restrições para o uso da Internet. "Aconselho aos pais que fiscalizem mais a utilização desse instrumento de comunicação que é muito importante, se usado para a pesquisa escolar e de maneira sadia. Cito um trecho bíblico para fundamentar meu discurso: Ensina o teu filho o caminho que, ele deve andar, para que amanhã, ele não venha a se perder." São Paulo - Collins ainda lamentou o desfecho trágico do seqüestro da menina Eloá Cristina da Silva, em Santo André, São Paulo, que ficou por cem horas refém do ex-namorado Lindemberg. "A vítima era uma criança de 15 anos. Não quero culpar os pais da menina, mas todos devem observar melhor na companhia de quem estão os filhos e o que eles fazem", observou.