Pernambucano preso na Operação Turko é levado para o Cotel

18/05/2009
Fonte: 
http://jc.uol.com.br/canal/cotidiano/nacional/noticia/2009/05/18/vai-a-dez-total-de-presos-em-operacao-contra-pedofilia-187966.php
Autor: 
Do JC Online
Veículo de Imprensa: 
Veículo Nacional

O funcionário público de 24 anos, preso nessa segunda-feira (18) na operação Turko - anagrama de Orkut - deflagrada para combater o crime de pornografia infantil na internet, foi encaminhado para o Centro de Observação Criminológica e Triagem Professor Everardo Luna (Cotel), em Abreu e Lima, nesta terça-feira (19).

O suspeito foi detido em flagrante, ontem, em sua residência, no bairro de San Martin, Zona Oeste do Recife. De acordo com a Polícia Federal de Pernambuco (PF-PE), foram encontrados na casa do acusado vasto material pornográfico adulto entre CDs, DVDs, fitas VHSs e revistas eróticas. Vídeos com material de pedofilia estavam armazenados no disco rígido do computador.

Em depoimento, o funcionário público informou que colecionava material pornográfico desde a adolescência e que pretendia fazer um documentário sobre sexualidade humana e desde 2006 utiliza a internet para baixar conteúdo pornográfico. Cerca de 100 arquivos contendo vídeos e fotografias de pornografia infanto-juvenil foram encontrados no computador.

O preso foi autuado pelo crime previsto no artigo  Art. 241-B da Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) por possuir ou armazenar, por qualquer meio, fotografia, vídeo ou outra forma de registro que contenha cena de sexo explícito ou pornográfica envolvendo criança ou adolescente, com pena de reclusão que varia de um a quatro anos.

TURKO - Segundo a PF, os suspeitos usavam sites de relacionamento para troca do material pornográfico. A operação foi desencadeada em 20 Estados e no Distrito Federal e mobilizou 400 policiais no cumprimento de 92 mandados de busca e apreensão. As outras prisões ocorreram em São Paulo (5), Rio Grande do Sul (2), no Espírito Santo (1) e na Paraíba (1).

Vai a dez total de presos em operação contra pedofilia

Subiu para dez o número de presos pela Polícia Federal (PF), nesta segunda-feira, na maior operação já ocorrida no Brasil contra a pornografia infantil na internet. Os suspeitos, detidos em flagrante, sendo um deles em Pernambuco, usavam sites de relacionamento para troca do material pornográfico. Desencadeada em 20 Estados e no Distrito Federal, a operação Turko (anagrama de Orkut) mobilizou 400 policiais no cumprimento de 92 mandados de busca e apreensão. As outras prisões ocorreram em São Paulo (5), Rio Grande do Sul (2), no Espírito Santo (1) e na Paraíba (1).

Embora não esteja entre os principais produtores de pornografia infantil, o Brasil já é o maior consumidor mundial desse tipo de material, segundo informou o delegado da Divisão de Repressão a Crimes Cibernéticos, Carlos Eduardo Sobral, encarregado da operação. As vítimas são crianças, de recém-nascidos a menores de 13 anos de idade, usadas em cenas de sexo. Os criminosos estão entre todas as classes sociais e regiões do País.

Nos últimos anos, conforme a PF, essa é uma das modalidades de crime que mais crescem no Brasil. As investigações prosseguem e novas prisões podem ser efetuadas, avisou o delegado. Coordenada pela Divisão de Direitos Humanos e pela Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da PF, a investigação é resultado de informações repassadas pela Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, do Senado, em parceria com a organização não-governamental (ONG) Safernet e o Ministério Público Federal de São Paulo (MPF-SP).

Durante um ano, a polícia monitorou 3.265 perfis do site de relacionamentos Orkut suspeitos de divulgação de pornografia infantil, amparada na quebra do sigilo telemático determinada pela Justiça. Em 805 casos foi confirmada a posse ou circulação de material criminoso, resultando em inquéritos contra 107 endereços usados por supostos internautas pedófilos. Por conta dessas investigações, a Justiça determinou 92 mandados de busca e apreensão. O material apreendido inclui computadores, CDs e DVDs com conteúdo pornográfico infantil.

Fonte: AE