Fonte:
http://oglobo.globo.com/jornal/rio/284190850.asp
Objetivo é identificar crianças que aparecem em filmes e fotos armazenados
Investigadores da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) já estão trabalhando nos HDs (os chamados discos rígidos, que armazenam arquivos) do computador do italiano Walter Ghigo, de 53 anos, preso anteontem, acusado de pedofilia. Além do computador, que armazenava filmes de até quatro minutos com meninas despidas e fazendo sexo entre elas, os policiais encontraram em sua casa, em Botafogo, 30 CDs com 300 mil a 500 mil imagens de menores entre 6 e 12 anos em poses eróticas. Os policiais querem identificar os menores. Caso sejam brasileiros, seus pais serão chamados para depor e os menores estrangeiros serão localizados pela Interpol.
Prisão choca e surpreende fregueses de restaurante
Os policiais informaram ainda que os e-mails das pessoas que mantiveram contatos com o pedófilo serão identificados e elas vão ser chamadas para prestar esclarecimentos.
— Todos serão chamados. Estamos trabalhando no computador e levantando os nomes. Em breve, todos serão ouvidos. Os estrangeiros serão localizados pela Interpol, que os ouvirá em seus países — disse um investigador da DRCI, que pediu para não ter seu nome divulgado.
Segundo ele, o trabalho de localizar os contatos de Walter Ghigo deverão estar concluídos na próxima semana. Ghigo é dono de um restaurante de massas, o Zio Peperone, na Rua Muniz Barreto, em Botafogo, que estava funcionando normalmente ontem. Há pelo menos 18 anos no Brasil, com visto permanente, o acusado de pedofilia é casado e pai de dois filhos, uma menina de 3 anos e um rapaz de 18. Muitas pessoas se surpreenderam com a prisão do italiano, principalmente freqüentadores do restaurante.
— Ele falava com as nossas crianças. Foi um choque — disse Madalena Albuquerque, freqüentadora do Zio Peperone.
A operação conjunta que resultou na prisão do italiano foi do Ministério Público estadual e da Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI). Ghigo está preso na Polinter, em Inhaúma. A delegada titular da DRCI, Gisélia Miranda, disse que o acusado pode ser condenado a penas que variam de dois a seis anos de reclusão.