São Paulo, 9 de outubro de 2008 – Quando o assunto é a relação das crianças com o computador, a principal polêmica que surge diz respeito a quais sites elas devem ter acesso. Um estudo conduzido pela ONG Safernet revela que a maioria dos pais demonstra preocupação com isso, mas não impõe limites nem mesmo no que se refere ao tempo de navegação.
Como resultado, mais da metade (53%) dos jovens já foram expostos a algum tipo de conteúdo que consideravam impróprio para sua idade. Além disso, 87% deles reportaram que não enfrentam restrições para acessar a internet, algo que foi confirmado por 63% dos pais entrevistados.
A SaferNet ouviu 1.326 pessoas, entre adultos (451) e jovens de 5 a 18 anos (875), no período de julho a setembro deste ano. Curiosamente, 53% dos pais disseram nunca sentir que os filhos estão seguros online, e 74% temem que eles acessem materiais impróprios.
Já a percepção das crianças é exatamente oposta: 40% deles consideram estar sempre seguros e prontos para se defender em caso de ameaças. Porém, o estudo aponta a vulnerabilidade das crianças na internet. Cerca de 38% já sofreram alguma modalidade de ciberbullying, e 10% foram vítimas de chantagem online.
O descuido vai além. Aproximadamente 64% dos jovens disseram usar a internet principalmente no próprio quarto, o que contraria a recomendação de especialistas de manter o computador em uma área comum da casa, como a sala de estar. Enquanto 55% dos pais acham que os filhos passam muito tempo conectados, 77% dos jovens reportaram que não possuem nem mesmo limite de tempo para acessar a web.
Também é grande o número de crianças que publicam na rede mundial seu sobrenome (51%), data de aniversário (61%), escola ou clube que freqüentam (21%) e fotos pessoais (72%).