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http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=4116
São Paulo, 17 de março de 2006 – Comunidades de internautas justiceiros do Orkut destróem provas de crimes impedindo que a justiça chegue aos criminosos virtuais. Isso é o que pensa Thiago Tavares, advogado e professor de direito de informática na Universidade Católica da Bahia. “Essas pessoas acham que estão fazendo o bem assumindo uma função que cabe ao Estado”, explica.
Tavares, que também é presidente da Safernet, ONG de combate a cyber crimes contra os direitos humanos, conta que, na ilusão de ajudar a combater pedófilos, esses internautas se comportam como criminosos. “Eles utilizam práticas ilegais de crakers como phishing e ataques de rede zumbi para tirar sites e perfis de criminosos do ar”. Com isso, explica o advogado, eles eliminam provas que levariam a Justiça a identificar responsáveis por crimes como racismo e pornografia infantil na Internet.
Das comunidades de justiceiros, a mais conhecida é a Anjos do Orkut (somente membros cadastrados no Orkut podem acessar esta página) com quase 4 mil membros. Segundo Tavares, a ação de justiceiros como os “anjos” acaba fomentando uma verdadeira guerra online. “São mais de 50 mil pessoas envolvidas direta ou indiretamente no esquema, entre pessoas que apóiam ou não a ação dos justiceiros”, revela.
Outra tática utilizada pelos justiceiros são falsos sites de denúncia. “O que eles querem é descobrir páginas e perfis com pornografia infantil para destruírem”, ressalta. Além disso, de acordo com Tavares, essas páginas acabam se tornando um catálogo para pedófilos, já que expõem uma enorme lista de links de sites de pornografia infantil.
O endereço
Denúncias Orkut, um dos exemplos de phishing dos justiceiros, com características gráficas do Orkut, foi tirado do ar hoje, 17/03.