O site de relacionamentos Orkut criou uma nova ferramenta de privacidade para acesso ao álbum de fotos, que direciona as imagens apenas a amigos selecionados pelo usuário. A nova ferramenta é diferente do formato de privacidade anterior, por permitir ao usuário escolher com quais amigos, especificamente, um álbum será compartilhado.
A personalização das configurações de privacidade é feita pelo menu suspenso "compartilhar com", por meio da opção "amigos selecionados". Basta digitar as primeiras letras dos nomes de amigos com os quais se vai compartilhar as imagens e o sistema os completará automaticamente.
Também é possível enviar um convite personalizado, a fim de garantir que os amigos vejam o álbum, e desabilitar o acesso de um contato específico, caso haja mudança de idéia quanto ao compartilhamento.
Polêmica
A mudança de níveis de privacidade no site já foi bastante controversa: quando o Orkut implementou a ferramenta de privacidade dos usuários no álbum de fotos (que não permitia que pessoas alheias à lista de contatos visualizasse as imagens do usuário), acabou facilitando o armazenamento e a troca de arquivos de pedofilia.
Na época, a CPI do Senado pediu ao site a quebra de sigilo de 3.261 álbuns privados, e detectou cerca de 500 perfis com conteúdo pedófilo.
Os álbuns que tiveram o sigilo quebrado foram denunciados à ONG Safernet. As fotos são protegidas por um sistema de privacidade do Orkut em que os usuários podem 'trancar' seu álbum e a página de recados, deixando o acesso restrito a amigos adicionados no perfil.
Segundo denúncias à Safernet, o sistema é usado por criminosos para compartilhar fotos de pornografia infantil sem serem vistos por outros usuários e pelas autoridades.
O Google firmou o compromisso junto à CPI de implementar um conjunto de medidas que coíbam crimes de pedofilia na rede. No pacote, estão previstas ações como um filtro de imagens para impedir a divulgação de conteúdo criminoso; a preservação do registro de computadores utilizados para o acesso ao Orkut por seis meses e a disposição em firmar acordos internacionais para o combate aos crimes na internet.
Desde 2006, o Orkut é o campeão de ações do Ministério Público Federal de São Paulo no que se refere à pornografia infantil. Em 2007, dos 355 novos procedimentos judiciais encabeçados pela instituição nessa área, 287 eram referentes ao portal.