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http://wnews.uol.com.br/site/noticias/materia.php?id_secao=4&id_conteudo=4127
São Paulo, 20 de março de 2006 – Com a ação movida pelo MPF (Ministério Público Federal) de São Paulo junto à Justiça Federal, para que o Google libere informações sobre os criminosos do Orkut, o único impedimento para encontrar os criminosos seria a não preservação dos dados virtuais, informou Thiago Tavares, presidente da Safernet, ONG de combate a cyber crimes.
Tavares, um dos responsáveis pelo dossiê com 5 mil registros de pornografia infantil no Orkut que deu origem ao processo encaminhado ao MPF, espera que os dados dos usuários estejam armazenados nos servidores do Google. “O fato do caso vir a público é bem positivo para que o caso evolua, mas pode levar os criminosos a apagarem as provas”, explica.
Mas mesmo que os criminosos tirem do ar os perfis (profiles) os números de IPs dos computadores de onde eles acessaram o Orkut ficam gravados no servidor. O advogado explica que mesmo os profiles fakes (perfis falsos), criados exclusivamente para praticar crimes, podem ser rastreados por meio de convites. “Para criar um perfil o Orkut exige convite, para descobrirmos o dono do perfil falso basta chegar em quem convidou”.
Outro ponto que preocupa o presidente da Safernet é a interpretação dos norte-americanos para o caso. “Esperamos que eles percebam a gravidade da situação e colaborem”. Mas o advogado informou que os representantes do Google no Brasil se dispuseram a ajudar intercedendo junto à central na Califórnia, EUA.
Quanto ao prazo para a definição do processo Tavares diz que não tem como prever. “O processo é lento devido à complexidade, mas o MPF tem agido com bastante velocidade”.
Notícia em 18 países
Mais de 18 países publicaram notícias a respeito das denúncias de pornografia infantil no Orkut de crimes cometidos por brasileiros. “Até a imprensa chinesa divulgou o caso”, revela o advogado. De acordo com Tavares, o jornal inglês, The Guardian, foi uma das publicações que divulgou a notícia.
Para o advogado, apesar da divulgação mundial do fato passar uma imagem ruim do Brasil lá fora, as publicações pressionam as autoridades para que o problema seja solucionado. “Se o caso tomar grandes proporções pode chegar na ONU (Organizações da Nações Unidas), que com certeza vai intervir a favor”, antecipa.