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http://www.jornaldoestado.com.br/index.php?VjFSQ1VtUXlWa1pqU0ZKUFVrZDRUMWxYZEhKTlZsRjRWV3h3YVZadVFsWlVWVkpIVkd4V1ZVMUVhejA9
Delegado investiga supostos ataques e instigação ao suicídio feito no site
A Polícia Civil de Ponta Grossa vai abrir inquérito para investigar um possível caso de indução ao suicídio através da internet. Um estudante de Educação Física de 19 anos, T. R. A., teria tirado a própria vida depois de sofrer uma série de insultos através de uma comunidade do site de relacionamentos Orkut.
T. foi encontrado morto na manhã de 5 de março, dentro do carro parado na garagem da residência da família, na rua Thaumaturgo de Azevedo, Vila Cipa, em Ponta Grossa. Ele sofreu asfixia pelo monóxido de carbono emanado pelo motor ligado do carro. Mais tarde, a polícia descobriu que o moderador de uma comunidade do Orkut denominada “No Escuro Ponta Grossa” teria sugerido ao estudante que morresse nestas mesmas circunstâncias. Há indícios de que até a maneira correta de posicionar o escapamento do carro foi indicado pela rede de computadores.
Ele teria obtido acesso a mensagens enviadas por T. pela internet, em que demonstrava desejo de tirar a própria vida. Depois da morte do jovem, as dicas para cometimento de suicídio teriam sido retiradas da internet. A polícia acredita que a intenção suicida de Thiago surgiu após o recebimento de repetidas injúrias e difamações através do Orkut. “Chamavam-no de gay e pedófilo.
Fizeram uma lavagem cerebral até que o fizeram acreditar que não era uma pessoa ideal para a sociedade”, falou Homero Vieira Neto, delegado operacional da DP de Ponta Grossa, responsável pela investigação. Segundo ele, o suposto responsável por enviar as fórmulas suicidas pode ser indiciado pelo crime de instigação ao suicídio.
O delegado disse que tomará depoimento de uma testemunha que, informalmente, disse já ter sofrido ataques semelhantes. “Essa testemunha se viu tão acuada que precisou deixar a cidade. Ela trará elementos importantes para identificarmos os agressores”, afirmou. Vieira também aguarda pelo depoimento da família do estudante, que ainda não se manifestou à polícia. O computador de T. deverá ser periciado na busca por novos indícios.