Fonte:
http://diariodonordeste.globo.com/materia.asp?codigo=441597
A delegada titular da Delegacia de Combate aos Crimes de Exploração Contra a Criança e o Adolescente (Dececa), Ivana Timbó, encaminhará pedido à Polícia Federal (PF) para que a Interpol (Agência Policial Internacional) desative o site de pedofilia, de origem norte-americana, que continua ativo na internet, com conteúdo pornográfico com imagens de garotas (crianças e adolescentes) aliciadas na periferia de Fortaleza. De acordo com a delegada, o grupo de gestores da Internet no Brasil (RNP), já havia sido comunicado sobre o site. A RNP é responsável por informar os provedores de internet para que crie o filtro que bloqueia o acesso a esse tipo de conteúdo.
De acordo com o analista de tecnologia do Departamento de Informática da Polícia Civil, Jean Carlos Luz, a informação foi repassada a alguns provedores, mas outros não retornaram à referida comunicação, informando se já tinham tomado as devidas providências para o bloqueio. Apenas cinco provedores deram retorno à solicitação da Polícia Civil.
“O que acontece - explica Jean - é que no Brasil ainda não existe regulamentação sobre crimes da internet e o próprio uso da rede mundial de computadores. Mesmo com o bloqueio do provedor, algumas pessoas acabam usando atalhos pela internet através de outros programas e conseguem acessar os sites. É necessário desativar o site na origem, ou seja, nos Estados Unidos, onde ele está hospedado’’, esclareceu Jean Luz.
O inquérito sobre o envolvimento do dentista Antônio Augusto de Araújo Lima e mais quatro pessoas já está na Justiça e ainda este ano os acusados devem ser julgados. As mulheres envolvidas no caso já foram transferidas para Presídio Auri Moura Costa. São elas a mãe do dentista, Aíla Maria Moreira Lima, a sogra de Augusto, Márcia Maria Aguiar da Silva, o companheiro de Márcia, Francisco Rui Moreno, e a maquiadora Nadir Galvão de Oliveira.
Justiça
As prisões foram determinadas pela juíza Ilna de Castro, titular da 12ª Vara Criminal da Capital. Ela atendeu ao pedido feito pela delegada Ivana Timbó após o cumprimento do mandado de busca e apreensão na casa do dentista. A princípio, o dentista teve prisão temporária decretada por cinco dias. Contudo, diante do volume de provas colhidos no decorrer da investigação, a delegada solicitou a decretação da preventiva.
Na casa do dentista a Polícia apreendeu um farto material que está sendo analisado pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC). O laudo será encaminhado à Justiça.