Maria do Amparo Araújo é assistente social e presidente do Movimento Tortura Nunca Mais de Pernambuco, que, entre outras questões, atua na criação de telecentros em comunidades carentes. Desde 2000 é defensora do software livre e da internet como ferramenta de gestão de projetos e educação a distância. Vê sua candidatura como uma possibilidade de participar das discussões sobre a internet e exercer pressão para que as questões que entende como prioritárias façam parte da pauta.
A democratização do acesso à rede é o principal ponto destacado por Maria do Amparo. Ela acredita que as iniciativas para a inclusão digital no Brasil são muito pulverizadas e que devam ser articuladas e orientadas por políticas públicas claras. Se eleita, pretende trabalhar para que o CGI.br desempenhe esse papel. Outra questão que tem como prioritária é realizar um mapeamento do acesso à internet nas escolas. Assim, acredita que o Comitê possa contribuir para um planejamento da inclusão digital no Brasil a médio e longo prazo. "Dessa forma será possível saber o que já é feito e não desperdiçar recursos."
Para combater os crimes cibernéticos, ela acha que o Comitê pode atuar na conscientização dos usuários da internet e pensar na capacitação dos profissionais da polícia e do Poder Judiciário para encarar esse tipo de violência. Isso poderia ser feito por meio de educação a distância, por exemplo. Ela entende como prioritária na questão da segurança a proteção de dados dos cidadãos.
Em relação à segurança das crianças usuárias da internet, Maria do Amparo aposta no papel das famílias na orientação sobre os perigos da rede. O CGI.br poderia realizar campanhas para promover a conscientização dos pais sobre essa responsabilidade e trabalhar pela integração de diferentes iniciativas de combate a esses crimes e pela criação de políticas públicas específicas. Questões como a pedofilia na rede, por exemplo, poderiam ser tratadas nas aulas de orientação sexual nas escolas.
Maria do Amparo entende que a capacitação do Poder Judiciário e das polícias seja suficiente para que não se cometam abusos no combate a crimes na rede, como a quebra indevida da privacidade e do anonimato na internet.
Usar os próprios recursos da internet é sua proposta para aumentar o diálogo do Comitê com o terceiro setor. As organizações poderiam participar de redes de discussões online e fóruns criados pelo CGI.br, por exemplo.
A organização atua na defesa dos Direitos Humanos, da democracia e do desenvolvimento sustentável. Promove ações que vão desde a criação de telecentros ao atendimento terapêutico a crianças e adolescentes vítimas de maus tratos e abuso sexual. Oferece capacitação profissional para a juventude e participa de iniciativas em parceria com o governo federal. Para saber mais sobre a organização, visite http://www.pernambucoestadodepaz.org.br