Eleições CGI 2007: Entrevista com Marcelo Fernandes Costa

22/10/2007
Fonte: 
CGI
Autor: 
CGI
Veículo de Imprensa: 
Veículo Nacional

Marcelo Fernandes Costa é administrador de empresas, fundador e presidente do Comitê pela Democratização da Informática em Pernambuco e membro executivo para América Latina e Caribe da Non-Commercial Users Constituency (NCUC). Também é fundador e conselheiro do Instituto Porto Digital de inclusão social e líder parceiro da Fundação Avina, de desenvolvimento social e liderança para América Latina e Caribe.

É candidato à reeleição como membro do terceiro setor no Comitê e acredita que a participação desse segmento tem sido fundamental para dar voz aos seus anseios. Ele cita a criação do NIC.br, figura jurídica que dá mais independência às ações do CGI.br, e a questão da segurança contra spams, que também teve avanço nessa gestão. Outro ponto de destaque é o fato de o Brasil sediar o International Governance Forum, o que consolida a sua participação na discussão internacional sobre governança.

 

 

Prioridades

Para o segundo mandato, tem como prioridade continuar trabalhando na questão da segurança por meio do estímulo ao desenvolvimento de tecnologia nacional – a questão do anti-spam, por exemplo, já é tida como ação de ponta, segundo ele, em nível internacional.

Também a consolidação do modelo de governança da internet no Brasil está entre suas metas. "O CGI.br precisa ser um projeto de governo e não um projeto político", diz ele. Marcelo ainda pretende trabalhar para que o NIC.br seja mais efetivo como órgão executor, principalmente na questão de registro de domínios. Ele destaca que a atual gestão do Comitê teve sucesso na afirmação do ".br" nos domínios, o que dá identidade à internet brasileira. Pretende ainda continuar a ação do CGI.br em eventos internacionais na área, influenciando a elaboração de políticas internacionais de governança na internet.

Sobre a inclusão digital, afirma que o CGI.br não pode atuar diretamente, mas deve apoiar projetos que colaborem para que ela aconteça. Uma das idéias para isso é formatar a criação de cidades digitais como experiência de inclusão digital. Ele também acredita que o Comitê deva levar conhecimento técnico a quem tiver interesse, o que poderia acontecer com a criação do Congresso Brasileiro de Tecnologia, por exemplo, em que cursos seriam ministrados em diferentes estados.

 

 

Segurança e Direitos Humanos

Marcelo entende que a forma como trabalharam com a segurança anti-spam poderia ser repetida para outras áreas, como a defesa dos Direitos Humanos. Traçando parcerias com universidades para o mapeamento e orientando usuários, provedores de acesso e produtores de conteúdo, ele imagina ser possível obter um resultado tão positivo quanto o do programa anti-spam – que tem portal próprio e vídeos educativos para o ambiente doméstico e profissional. Ele afirma que o CGI.br não pode fazer leis para a defesa dos Direitos Humanos na internet, mas sim recomendações e acha que elas têm um peso importante.

 

 

Proteção aos direitos da infância

Marcelo acredita na educação para a proteção dos direitos da infância. Ele destaca que a produção de um material acessível a crianças e jovens para que saibam sobre os perigos da internet pode trazer um avanço nesse trabalho. Também a realização de seminários sobre o assunto poderia colaborar para o enfrentamento a violências contra crianças.

 

 

Privacidade e crimes cibernéticos

Em sua opinião, o CGI.br tem sido ativo nesse campo. O próximo passo é trabalhar para instituir o fast track, um sistema que encurtaria a burocracia para investigações internacionais e aproximaria a justiça dos países para o combate a crimes cibernéticos.

 

 

Terceiro setor e o CGI.br

A realização de reuniões abertas que pudessem acontecer em diferentes estados brasileiros seria importante para o estreitamento entre o CGI.br e o terceiro setor. Isso significaria não apenas ouvir os anseios do segmento e prestar contas, mas divulgar a ação do Comitê. Marcelo acredita que a atuação do CGI.br deva ser transparente, e que um canal de comunicação online deva ser desenvolvido.

 

 

Comitê pela Democratização da Informática de Pernambuco

A organização atua na área de inclusão digital e já atendeu cerca de 10 mil crianças em Pernambuco. Seu objetivo é a educação e a inserção profissional de jovens de baixa renda. Para saber mais, visite http://www.cdi-pe.org.br