Eleições CGI 2007: Entrevista com Luiz Nazareno de Souza

22/10/2007
Fonte: 
CGI
Autor: 
CGI
Veículo de Imprensa: 
Veículo Nacional

Luiz Nazareno de Souza é presidente da Associação de Educação e Cidadania Santos Dumont e coordena projetos sociais de inclusão digital com o uso de software livre em Tibau, Grossos e outras cidades no Rio Grande do Norte. Formado em administração de empresas, ele hoje também é tutor da área de análise e desenvolvimento de sistemas da EDUCOM (plataforma de educação a distância).

Prioridades

Tem como prioridades a expansão do uso do software livre e do acesso à internet de cidades que ainda não têm provedores comerciais. Para realizá-las, acredita que o Comitê possa desenvolver políticas junto aos órgãos governamentais para criar ações que usem os recursos do Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST). Luiz também vê como ação importante a mobilização da sociedade civil para as questões da internet e entende que o CGI.br possa fazê-lo através da aproximação às organizações sociais.

 

 

Segurança e Direitos Humanos

Sua proposta para a questão é elaborar uma lei juntamente com o Congresso, em que as posições da sociedade civil sejam consideradas. Para ele, o país não tem leis que punam os crimes cibernéticos, embora já haja propostas no Legislativo. "O Comitê precisa fazer pressão para que esses temas sejam discutidos na Casa e que as leis sejam, de fato, aprovadas."

 

 

Proteção dos Direitos da Infância

Acredita que o CGI.br deva desenvolver campanhas de conscientização para que os pais orientem seus filhos sobre os perigos da internet e também difundir a instalação de programas de controle de acesso.

 

 

Privacidade e crimes cibernéticos

Para lidar com a questão da manutenção da privacidade na rede e o combate à pedofilia, à apologia ao crime e ao racismo entre outras violações aos Direitos Humanos, Luiz defende um maior controle sobre os provedores de acesso. Ele entende que o CGI.br deva fazer um acompanhamento e elaborar uma norma para regulamentar os conteúdos disponíveis. Além disso, entende que os provedores devam ter a postura de facilitar investigações, cedendo identidades em casos de denúncias contra crimes cibernéticos.

 

 

Terceiro Setor e o CGI.br

Luiz acha que o Comitê ainda é pouco conhecido pelas organizações que trabalham com a inclusão digital no Brasil e quer aproximá-lo do terceiro setor. Para isso, propõe realizar campanhas na própria internet e encontros com a sociedade civil em diferentes estados, para conhecer suas demandas em relação à internet.

 

 

Associação de Educação e Cidadania Santos Dumont

A organização desenvolve projetos de inclusão digital no Rio Grande do Norte. Entre eles, estão um trabalho voltado à introdução à informática e à internet que já atendeu cerca de 1500 crianças e jovens, e a criação de telecentros de negócios e informações, abertos à comunidade e estimulando o desenvolvimento sustentável. Para saber mais, visite http://www.sdtibau.net