Lucivaldo Paz da Lira é superintendente da Fundação Conscienciarte, organização que desenvolve projetos de cidadania junto a comunidades carentes no interior de Minas Gerais. Uma das áreas de destaque da ONG é a inclusão digital, que tem como carro-chefe o Projeto Conecta. Ele trabalha especificamente na intermediação de parcerias entre empresas privadas e prefeituras para a criação de telecentros, geralmente em cidades em que só há computadores na prefeitura. "A intenção da Fundação nessa candidatura ao CGI.br é participar do processo para entendê-lo", diz ele.
Lucivaldo acha importante fazer parte do Comitê para defender a interiorização do acesso à internet. Ele julga que a maioria das ações e investimentos com esse objetivo é voltada à população das grandes cidades, ficando o interior em segundo plano. Sua presença no CGI.br teria como prioridade, assim, defender os interesses do povo do interior no que diz respeito à discussão sobre a inclusão digital e à elaboração de políticas públicas.
Outra questão que apresenta como prioridade é a inserção das rádios comunitárias na internet ("para a democratização de seus conteúdos") e a criação de uma legislação específica para as rádios online, "para que esse meio não caia nas mãos dos monopólios".
Acredita ser importante implementar um debate mais aprofundado sobre os Direitos Humanos na internet e investir na educação de seus usuários a respeito de crimes cibernéticos por meio de campanhas na mídia, em escolas e telecentros, por exemplo. Através da informação, acredita que mais denúncias serão feitas e ajudarão a combater a violência no ambiente virtual.
Lucivaldo diz que ainda não tem propostas formuladas sobre o tema. "Sou talvez um tanto leigo no assunto, mas encaro a discussão sobre este ponto como muito importante."
Não conhece a estrutura do CGI.br, por isso não tem sugestões para intensificar o diálogo com o terceiro setor. Acredita que um ponto importante seja a capacitação dos profissionais de organizações para que possam participar da discussão acerca da internet.
Fundada em 1992, a organização tem ações voltadas à cidadania e atua em várias frentes, com diferentes parcerias (públicas e privadas). Oferece cursos profissionalizantes e de educação para a cidadania, assessoria a projetos comunitários, desenvolve projetos culturais, de inclusão digital, de valorização da cultura afrodescendente, entre outras iniciativas. Para saber mais sobre a organização, visite http://www.conscienciarte.org.br