Eleições CGI 2007: Entrevista com Carlos Alberto Afonso

22/10/2007
Fonte: 
CGI
Autor: 
CGI
Veículo de Imprensa: 
Veículo Nacional

Carlos Alberto Afonso é engenheiro, doutor em Pensamento Social e Político e diretor de planejamento e estratégias da Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS). Um dos pioneiros do desenvolvimento da internet no Brasil, criou o Alternex, primeiro sistema de informação e comunicação baseado em computador da América Latina, que era voltado para a atuação do terceiro setor. O sistema desenvolveu-se como o primeiro provedor de serviços internet do Brasil. Então funcionário do IBASE, trabalhou para a criação do CGI.br em 1995, para o qual também foi indicado membro (representante dos provedores). Em 2003, foi um dos participantes do movimento que fez a proposta de reestruturação do Comitê, com a votação por um colégio eleitoral dos 11 representantes não-governamentais. Foi eleito pelo segmento do terceiro setor em 2004, e hoje concorre à reeleição.

Prioridades

Carlos tem como prioridade o investimento em “projetos estruturantes que contribuam para alavancar as tecnologias da informação e comunicação para o desenvolvimento humano no país”. Ele já vem trabalhando para a criação de critérios de escolha dos projetos a serem apoiados, e espera que os primeiros editais já sejam lançados nos próximos meses.

 

 

Segurança e Direitos Humanos

Não há no Brasil um espaço específico de discussão de questões como o combate a crimes cibernéticos. Por isso, o CGI.br tem apoiado iniciativas de combate ao uso criminoso e indevido da rede, principalmente as que se voltam à prevenção e capacitação técnica para esse enfrentamento. Ele destaca a criação do CERT.br, que é hoje “referência mundial em segurança na internet”. A idéia é aumentar o apoio ao trabalho de organizações que trabalhem na defesa dos Direitos Humanos na rede.

 

 

Privacidade e crimes cibernéticos

Carlos acredita no desenvolvimento de legislação que considere as violações aos Direitos Humanos. Ele ressalta, porém, que há um grande número de projetos de lei para a segurança na rede que, se aprovados, não serão efetivos do combate aos crimes cibernéticos, e outros que são direcionados a interesses de segmentos específicos. É, assim, favorável ao investimento em equipes técnicas que dêem suporte ao poder Judiciário e que restrinjam a ação dos criminosos – sem, contudo, prejudicar a liberdade de expressão e a privacidade dos usuários em geral. Além disso, é importante a adoção de mecanismos de segurança eficazes (como o DNSSec, o sistema de endereçamento de domínios protegido por chaves criptografadas), e a presença do CGI.br em discussões legislativas.

 

 

Terceiro setor e o CGI.br

Entende que a participação do terceiro setor na tomada de decisões sobre a governança da internet é ínfima, mas pessoalmente procura trazer suas demandas para as discussões do Comitê. Ele acredita que o CGI.br deva redobrar esforços para envolver o terceiro setor no debate e aposta no aumento do interesse do segmento sobre o assunto com a realização do Internet Governance Fórum (IGF) no Rio de Janeiro em novembro.

 

 

Rede de Informações para o Terceiro Setor (RITS)

A organização foi fundada em 1997 e atua na criação de um espaço de informação e de apropriação das tecnologias da informação e comunicação pelo terceiro setor. O fomento ao compartilhamento de conhecimentos e recursos técnicos entre organizações é o objetivo da Rede. Para saber mais, visite http://www.rits.org.br