Arnaldo de Almeida Carvalho é contador, economista e diretor do Sindicato dos Contabilistas de Santos e Região. Atua na área de perícia contábil (inclusive na investigação de fraudes pela internet) e trabalha pela inclusão digital criando salas de informática em organizações sociais em parceria com o Rotary International. Indicado por seu sindicato, acredita que sua candidatura é importante para a categoria e, se eleito, imagina atuar na “criação de condições para que a internet funcione de forma estável”.
O candidato define a si próprio como um legalista e encara como prioritária a criação de um código de ética para a utilização da rede. O documento serviria como uma orientação do CGI.br e poderia colaborar para a criação de leis que regulamentassem o uso da rede. “É importante, para isso, promover uma ampla discussão na sociedade civil, para que se leve em conta as particularidades regionais.” Outra ação importante para ele seria o desenvolvimento e a divulgação de dados estatísticos referentes ao ambiente virtual.
A defesa dos Direitos Humanos é um aspecto importante da atuação do CGI.br. Ele entende que é preciso "disciplinar a navegação" através de um controle efetivo da rede, para evitar abusos. A punição dos infratores é outro ponto fundamental em sua opinião. Somente com a certeza de que o autor do crime cibernético será penalizado os ataques aos Direitos Humanos deixariam de ser cometidos.
Arnaldo propõe o aprofundamento da discussão sobre o combate à impunidade, visto por ele como principal fator para a continuidade da violência contra a criança na rede. Ele diz estar estudando tratados internacionais a respeito.
Acredita que a melhor maneira de combater os crimes cibernéticos sem incorrer em censura é a conscientização, tanto dos produtores de conteúdos como dos usuários. Para fazê-lo, propõe que o CGI.br lance campanhas de combate aos abusos na internet. Também acredita que "existe um nível de perniciosidade na rede que deve ser enfrentado." A seu ver, a internet deve ser usada para fins objetivos, como o profissional e o educacional.
Também é favorável à participação do Comitê em fóruns internacionais sobre governança, para que possa escolher sistemas operacionais e regulatórios atuais e trocar experiências com outros países.
Arnaldo diz que o terceiro setor é muito diverso e que o Comitê deve exercer papel articulador nas questões referentes à internet. Para isso, sugere que o CGI.br forme multiplicadores de suas discussões nas comunidades e organizações, e que abra canais de discussão como fóruns presenciais e online.
Para conhecer a organização, visite http://www.sinconsantos.org.br