Ana Maria Drummond é mestre em administração de empresas e diretora executiva do Instituto WCF-Brasil, que atua na área de defesa dos direitos de crianças e adolescentes em situação de risco. A organização concentra suas ações no enfrentamento à violência sexual contra crianças e adolescentes e desenvolve o projeto Navegar com Segurança, uma ação de prevenção de abusos envolvendo crianças usuárias da internet, tais como abuso on-line e a pornografia infantil.
Ana Maria decidiu se candidatar ao Comitê por considerar o espaço privilegiado para a discussão e orientação de proposições e procedimentos ligados aos direitos da criança e do adolescente na internet.
Ana Maria acha fundamental aumentar, no CGI.br, a participação de representantes da sociedade civil envolvidos com a defesa dos Direitos Humanos, especialmente em temas ligados a crianças e adolescentes. Isso implicaria o aprofundamento da discussão sobre a segurança dos usuários com idade inferior a 18 anos, colaborando para criar regulamentação que aborde o tema. Uma vez que o Comitê é composto por membros de diversos segmentos, a candidata acredita na possibilidade de traçar propostas de ação “casadas”, com o intuito de enfrentar os crimes cibernéticos. Também vê a possibilidade de propor que o Comitê apóie projetos de organizações sociais voltados à internet em diferentes áreas.
Na área de Direitos Humanos e segurança, Ana Maria acredita que o CGI.br possa trabalhar na divulgação de ações do terceiro setor, para que suas iniciativas sejam mais efetivas, e atuar como um articulador dos diferentes segmentos para projetos conjuntos. Outro aspecto importante é a realização de pesquisas e diagnósticos sobre Direitos Humanos na internet e tornar públicos esses dados. No que diz respeito à criação de uma regulamentação para a segurança na rede, ela defende que a defesa dos Direitos Humanos seja o aspecto principal e não a proteção de capitais. Ana Maria entende que é preciso aprofundar a discussão sobre a regulamentação, mas o CGI.br deve se posicionar a respeito.
“Idéias inovadoras são desenvolvidas no terceiro setor para garantir os direitos da criança”, afirma Ana Maria. Segundo ela, o CGI.br poderia financiar projetos com esse objetivo. O uso de filtros para bloquear o acesso das 1,35 milhão de crianças que acessam a internet a conteúdos indevidos é um recurso, mas não garantiria a segurança delas de forma suficiente.
Ela propõe que o Comitê lance campanhas de prevenção e informação voltadas a crianças e responsáveis e que atue como um articulador interministerial, dando unidade às iniciativas já em vigor nos diferentes ministérios.
Ana Maria entende que o CGI.br deva explicitar posição contrária aos crimes cibernéticos e aprofundar a discussão sobre como enfrentá-los. Além disso, ele deve trabalhar para garantir legalmente canais para chegar aos investigados em casos de denúncias de violação aos Direitos Humanos, sem, contudo, ameaçar a privacidade dos usuários em geral.
Pensar espaços de informação das atividades do CGI.br ao terceiro setor é visto como atitude estratégica para aproximar o segmento. O Comitê, segundo Ana Maria, tem recursos e conhecimento técnico para desenvolver mecanismos eficazes de comunicação, como informativos online etc.
A World Childhood Foundation é uma organização voltada à defesa dos direitos das crianças e adolescentes no mundo inteiro, principalmente no que se refere à exploração sexual e o abuso sexual intra e extra-familiar. Para conhecer o instituto, visite http://www.wcf.org.br