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http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2675683&sub=Distrito
A Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA) concluiu hoje em Brasília o inquérito sobre as ameaças a uma garota de 13 anos por meio do Orkut (site de relacionamento na internet). Ao todo, 15 adolescentes foram indiciados – 11 meninas e quatro meninos. O inquérito será encaminhado nesta sexta-feira à Vara da Infância e da Juventude (VIJ), que julgará o caso e aplicará as medidas socioeducativas cabíveis. As medidas podem variar de uma simples advertência até a internação no Centro de Atendimento Juvenil Especializado(Caje).
As investigações, que se concentraram nos últimos dois dias, chegaram à conclusão que uma das duas comunidades virtuais relacionadas ao caso tinha o intuito de fazer ameaças à garota de 13 anos e atrair mais gente para o grupo.
A comunidade teria sido criada por três meninas apontadas como “cabeças” da turma. Uma delas não apareceu para depor e viajou para o Maranhão, onde moram os pais. O delegado-chefe da DCA, José Adão, disse que ela vai ser ouvida pela Justiça daquele estado.
No último dia 30, um grupo de 20 meninas cercou o Centro de Ensino Fundamental 02 (CEF 02), em Brasília, onde estuda a vítima, que naquele dia não tinha ido à aula por motivo de saúde. Segundo José Adão, a maioria dos
adolescentes admitiu que fazia parte da comunidade virtual e que foi convidada para fazer ameaças à garota, mas negaram que teriam ido à escola para agredir a aluna.
As páginas da comunidade virtual, com as fotos dos integrantes e os comentários ofensivos à jovem de 13 anos, foram impressas e compõem as provas apresentadas no inquérito, junto com os depoimentos colhidos.
A DCA ouviu, além dos 15 indiciados, a vítima e a mãe da vítima. Outras três meninas citadas durante os depoimentos devem depor até amanhã. Se a DCA concluir que elas também estão envolvidas no caso, os nomes das adolescentes serão acrescentados ao inquérito enviado à VIJ.
O delegado José Adão não considera o grupo responsável pelas ameaças uma gangue. “Gangue é quando um grupo se reúne para cometer um determinado crime. Nesse caso, o que existia era um grupo de adolescentes que se encontrava virtualmente para fazer ameaças”, afirmou. Para o delegado, o inquérito é um sinal de que não existe impunidade para o adolescente que comete algum ato inapropriado. E aproveitou para fazer um alerta: “Os pais precisam manter um maior controle sobre o que os filhos fazem na internet”.