Senadores ouvem autoridades e vítimas nesta quarta (18). Eles pediram à PF para prender médico e empresário foragidos.
A CPI da Pedofilia abriu às 10h50 desta terça-feira (18) a sessão realizada na Câmara de Catanduva para ouvir autoridades públicas, parentes de vítimas e suspeitos de integrar uma rede de pedofilia que teria explorado pelo menos 40 crianças. O plenário da Câmara de Vereadores, que tem capacidade para 120 pessoas, está lotado. Policiais militares reforçam a segurança. A Polícia Federal também está presente.
O presidente da CPI, Magno Malta abriu a sessão, acompanhado pelos senadores Romeu Tuma, escolhido relator para as investigações em São Paulo, e José Nery.

O primeiro a falar foi o dirigente de uma ONG que iniciou as denúncias contra a suposta rede de pedofilia.
Também devem depor nesta quarta-feira as delegadas Maria Cecília de Castro Sanches e Rosana da Silva Vanni, responsáveis por dois inquéritos já relatados, mas afastadas do caso na última sexta-feira, a partir de quando a investigação passou a ser responsabilidade de delegados de São José do Rio Preto.
Depois delas, os senadores vão ouvir a assistente social Alana Beatriz Ferreira, o psicólogo Paulo Celso Pereira, o diretor de escola Edmilson Sidney Marques, uma integrante da pastoral católica e um parente de vítima. Está previsto ainda o depoimento de um empresário, que teve a prisão decretada pela Justiça, mas ele está foragido.
A CPI adiou para esta quinta-feira o depoimento de um borracheiro e seu sobrinho, os primeiros presos sob acusação de abuso sexual de menores. Também para esta quinta estão previstos os depoimentos de outros cinco presos e de um médico, ainda foragido.
Na sexta-feira, a CPI deve ouvir os depoimentos de vítimas e familiares.Se forem ouvidas novamente, seis crianças que são consideradas testemunhas-chave participarão de uma sessão fechada. Elas foram ouvidas na terça no Fórum de Catanduva, durante sessão em que reconheceram dois dos acusados de atentado violento ao pudor.